quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Mudança de Visual

Para comemorar o marco das 100 mensagens postadas, o "Mundo aos Rolamentos" mudou de visual.

Esta foi apenas uma das surpresas preparadas para os visitantes deste blog.
Outras mais se sucederão.

Fiquem à espera!

Grande Abraço e espero que gostem!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Telefonica apoia regresso de Alonso

A companhia espanhola pode patrocinar o regresso do bi-campeão do mundo à escuderia que o levou aos títulos.

Caso a situação de Alonso na McLaren-Mercedes não melhore, ou seja, se o espanhol continuar insatisfeito com o tratamento «não-privilegiado» que tem tido em função do apoio interno a Lewis Hamilton, o asturiano pode muito bem voltar à Renault.

Nessa situação, a Telefonica estaria na disposição de voltar a investir perto de 30 milhões de euros em patrocínios.

Segundo a «auto motor und sport», da Alemanha, Flavio Briatore marcou uma reunião com Fernando Alonso para o próximo Grande Prémio da Hungria, para saber da vontade do piloto em regressar à equipa que o fez campeão. Antes disso, assegurou que voltaria a ter importantes apoios financeiros para poder dar ao seu antigo protegido uma equipa capaz de ganhar corridas e campeonatos.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Circuitos: Montjuïc

Situado na "Montanha Mágica", Montjuïc é um dos mais carismáticos circuitos.

A montanha mágica. Se esta pequena colina de Barcelona é conhecida por alguma coisa, é pelo seu carácter mágico, que a levou a receber uma das corridas urbanas com mais sol da Europa e a mais importante de Espanha.


Ainda hoje, aqueles que recordam parecem sentir os pilotos passar à sua frente.

A verdade é que o traçado urbano de Montjuïc era tão bonito como perigoso.

O circuito de Montjuïc herdou, de certa maneira, a tradição de outros traçados anteriores, quando a expansão da cidade acabou por levar as corridas para o cenário da montanha de Montjuïc.

Desde 1908 que se disputavam provas internacionais na região de Montjuïc sempre com uma grande afluência de público e de pilotos.

Em 1933, foi realizado no Montjuïc o primeiro Grande Prémio de Motas, prova da grande paixão que Barcelona sempre nutriu pelas motas.Por essa altura, o circuito tinha cerca de 3750 metros de comprimento e era tudo menos fácil. Nele, os pilotos não só tinham de demonstrar ser mestres na condução das suas "máquinas" como também tinham de se tornar "malabaristas" para dominar os seus engenhos no irregular piso do traçado de Montjuïc que tinha alguns troços em paralelo (pedras da calçada/passeios) onde os pilotos desafiavam bermas perigosas e os omnipresentes e temidos candeeiros de rua e árvores.

Em 1969, Montjuïc conseguia a proeza de poder organizar o Grande Prémio de Fórmula 1, como Grande Prémio de Espanha, depois de em 1968 ter sido disputado em Jarama. Foi a 4 de Maio de 1969 e coroou Jackie Stewart como o primeiro vencedor de Grandes Prémios de Fórmula 1 disputados em Montjuïc. Nos anos de 1971, 1973 e 1975 a Fórmula 1 regressou à Montanha Mágica.

Montjuïc era um circuito em que se circulava no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio.

Em 1975, o último Grande Prémio de Espanha disputado em Montjuïc, ficou marcado por diversos acidentes que começaram a criar certas dúvidas, no que tocava a segurança do traçado. Logo na primeira volta, o bicampeão Emerson Fittipaldi abandonou em forma de protesto, até que na 26ª volta, o monolugar de Rolf Stommelen embateu e acabou por matar 5 espectadores. Face tal acontecimento, a corrida foi interrompida e Joachen Mass (McLaren-Ford) declarado o vencedor.
Na curta história da Fórmula 1, no traçado catalão de Montjuïc, podemos ainda acrescentar que a volta mais rápida efectuada pelos monolugares de Fórmula 1, foi efectuada pelo Lotus-Ford, de Ronnie Peterson, com o tempo de 1:23.8.

Ao longo da sua história, Montjuïc recebeu todos os tipos de provas mas as mais importantes foram, sem margem para dúvidas, os Campeonatos do Mundo de Velocidade e as 24 Horas de Montjuïc, que hoje se disputam no Circuit de Catalunya (Montmeló).

O circuito de Montjuïc suscitava todo o género de comentários, mas todos focavam sempre a questão do perigo e tantas vezes "foi o cântaro à fonte que acabou por se partir".

Depois do já mencionado episódio de 1975, outra trágica sequência teve lugar em 1986, numa corrida de motas, na qual dois corajosos pilotos perderam a vida. Este trágico acontecimento tornou claro que as motas da época precisavam de mais espaço e de mais segurança do que aquele que o circuito urbano de Montjuïc podia oferecer. Para alguns adeptos foi uma pena, pois ficaram privados de ver tão perto os seus heróis, mas foi uma boa notícia para o desporto motorizado em geral, sobretudo quando o Circuit de Catalunya (Montmeló), já em fase de construção, pretendia tornar-se num dos melhores do Mundo, como veio a acontecer.

O desporto motorizado pode ter deixado a montanha mágica mas a montanha não deixou o desporto e de ser uma atracção do patamar desportivo.

Foi palco de acontecimentos desportivos importantes da cidade de Barcelona, como os Jogos Olímpicos de 1992, disputados no Estádio Olímpico, que é hoje em dia a "casa" do RCD Espanyol, a segunda equipa de futebol da cidade e que eliminou o SL Benfica na Taça Uefa a época passada.

Mesmo assim Montjuïc permanecerá para sempre na memória dos adeptos.

Motas e Rock

Força, Liberdade, Rebeldia, Expressão de um estado de ânimo... As motas e a música, especialmente de grupos de rock, já se encontraram mais de uma vez ao longo da História.


Os caminhos do rock e das motas já se cruzaram várias vezes ao longo da História e, com toda a certeza, vão continuar a cruzar-se no futuro. Porque, vistas bem as coisas, existem muitos pontos em comum entre o rugido de uma mota a todo o gás e o som de uma guitarra eléctrica. Ambas são duas ferramentas de comunicação e duas vias de escape à asfixiante sociedade actual.


Temas que se reflectiram muito bem ao longo da história de inumeráveis musicas e em numerosas sequências. Musicas como "New sensations", em que Lou Reed canta : "Montei na minha GPZ para dar uma volta. Senti o formidável motor entre as minhas pernas. Senti o ar fresco com quarenta graus no exterior...Amo tanto a GPZ. Sabes que podia até beijá-la." - parte da letra traduzida para a língua de Camões -.


The Who, Lou Reed, Elvis Presley, Bob Dylan, Eric Burdon, Billy Idol...poucos são os grandes nomes da história do rock que não sentem uma paixão especial pelo Mundo das grandes motas. Ainda são muitos os jovens que têm colado atrás da porta ou no armário o poster de um jovem Elvis Presley numa Harley.

Estávamos em 1956 e o rei do rock aparecia montado numa KH, acerca da qual tecia os melhores elogios. Para sorte de Elvis, não se lhe conheceram nem muitos nem graves acidentes de mota, o que já não se pode dizer de outros grandes artistas.

Existem mil e um casos que explicam estes contratempos. A ambição da juventude, a irresponsabilidade e o querer acelerar têm estado por detrás de tudo isto. Os mais velhos ainda se lembram concerteza do boato que correu em 1966 acerca da morte de Bob Dylan. O certo é que Dylan sofreu um grave acidente com a sua Triumph 500 quando, em plena aceleração, a roda traseira bloqueou. Os ferimentos foram de tal ordem que alteraram para sempre a voz de Dylan.

Muito grave foi também o acidente que sofreu Gene Vincent em 1955, e que quase lhe custou a amputação de uma perna; ou o de Billy Idol, que se salvou por um milagre (se assim lhe podermos chamar) mas que ficou coxo; ou o que sofreu Billy Joel em 1982 que quase privou os amantes da música de um grande pianista.

Os jornais e as revistas estão cheios de referências à relação entre música e rock.De facto, são como dois mundos paralelos condenados a entenderem-se. Por sua vez o cinema tem tratado esta dependência com maior ou menor assiduidade ao longo da sua história. "Easy Rider" ou "Quadrophenia" representam dois bons exemplos da atenção que a Sétima Arte dedicou ao tema.

Nem todos os estilos ou tendências musicais tiveram a mesma relação com as motas, sendo esta mais frequente na música mod, rock e heavy do que na electrónica ou na discoteca.

Assim, no filme "Quadrophenia" - inspirado num disco dos "The Who" -, é quase inevitável a identificação das Harley-Davidson com os Hell´s Angels e das Scooters com os mods, magnificamente representados por Sting.

Karthikeyan ambiciona evoluir na Williams

Na próxima temporada Narain espera tornar-se num dos pilotos titulares da escuderia de Grove.


Narain Karthikeyan, piloto de testes da Williams, revelou que ao Hindustan Times que espera desempenhar um papel principal nesta equipa.

O contrato do indiano de 30 anos com a escuderia de Grove abrange também a temporada de 2008. Além disso, os actuais pilotos principais, Nico Rosberg e Alexander Wurz ainda não foram confirmados para a próxima época, o que aumenta as possibilidades do piloto.

Se o acordo não se materializar «tenho um compromisso com a A1 Grand Prix e vou competir lá», conclui Karthikeyan.

Na minha humilde opinião, o indiano só ingressará na Williams se for mesmo em último caso, e, neste panorama Karthikeyan estar disposto a pagar para obter o lugar, a não ser que o patrocinio da "TATA" - fornecido à Williams devido ao ingresso do indiano na equipa - seja demasiado importante para a equipa de Frank Williams.


Caso Wurz não seja opção, a Williams já demonstrou que a opção que deseja será mesmo o Nelson Ângelo Piquet (Piquet Jr.). Também não considero Narain inferior a Alex Wurz.

Para finalizar penso que no plantel da Fórmula 1 actual existem pilotos muito mais talentosos que o jovem Karthikeyan (que era facilmente batido por Tiago Monteiro em 2005), assim como o jovem Sutil, que tão bem tem estado em 2007 mesmo ao volante de um Spyker-Ferrari. E porque não pensar em Fisichella na Williams caso Alonso ingresse na Renault? Ou até mesmo o Tiago Monteiro - embora pareça muito improvável -.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Novo blog na costa!

Amigos, entrou em acção um novo blog, com a particularidade de que este novo blog vai ter uma parceria com o Mundo aos Rolamentos.



De seu nome "lifesport-anyone" (http://lifesport-anyone.blogspot.com), este blog vai tratar temas globais dos mais variados desportos - futebol, voleibol, basquetebol, o desporto motorizado... e, é aí que o Mundo aos Rolamentos entra -.

O Mundo aos Rolamentos vai oferecer os seus serviços na secção do desporto motorizado.


O blog é chefiado por uma amiga minha, que é nova nestes mundos, daí que eu mesmo a irei ajudar nestes primeiros dias.



Passem por lá e dêem-lhe as boas vindas!

Circuitos: Spa-Francorchamps

Disputa-se neste fim-de-semana, neste mítico traçado belga, mais uma ronda das World Series by Renault. O seu veloz traçado, assim como o clima especial que caracteriza a região fazem de Spa um desafio para qualquer piloto.

Situado no coração das Ardenas belgas, concorre em beleza com o vizinho circuito de Nurburgring (Nordschleife). Assim, a orografia dos dois percursos é muito semelhante, uma vez que correm ao longo de grandes bosques abertos. Contudo, os quase sete quilómetros de Spa-Francorchamps fazem-no parecer muito pequeno ao lado do seu colega alemão, que ultrapassa os 20 quilómetros de extensão no seu antigo traçado.

Spa-Francorchamps é um circuito de curvas rápidas e variadas, que agrada muito a todos os pilotos que por lá já passaram, apesar das dificuldades que normalmente costuma causar e que frequentemente, são agravadas pelas condições climatéricas muito instáveis que imperam na região.

Devido à sua particular localização, encravado em pleno coração das Ardenas belgas, possui um microclima especialmente chuvoso. A situação agrava-se sobretudo no Inverno e o circuito fica impraticável, fruto dos impetuosos nevões e fortes geadas que se sucedem na região, com a possibilidade de serem atingidas temperaturas negativas.
O clima é precisamente o principal problema que se pode deparar aos pilotos durante a corrida e desempenha muitas vezes um papel determinante no desfecho final das provas. De facto, já tem provocado alterações profundas na classificação final de uma corrida.Dada a sua longa extensão - sendo o mais longo do actual calendário do Mundial de Fórmula 1 -, pode acontecer estar a chover torrencialmente numa zona do traçado enquanto uma outra zona permanece seca.
Por este motivo, a condução, tal como a afinação das máquinas, representa um verdadeiro desafio aos pilotos e aos mecânicos.

O traçado belga não é um circuito permanente como o é Montmeló em Espanha, nem tão-pouco uma pista completamente aberta como ainda hoje se mantém o circuito urbano do Mónaco. De facto, podemos considerá-lo uma mistura de ambos, uma vez que permanece unicamente aberto ao trânsito nos troços que partilha com as estradas locais. A restante parte do traçado encontra-se vedada e só pode ser usada pelos residentes na zona.

Originalmente era formado pelas estradas rectilíneas e de curvas longas que ligavam as localidades de Malmedy, Stavelot e Francorchamps. A primeira vez que Spa recebeu uma prova desportiva foi em 1921, por ocasião da disputa do Grande Prémio da Bélgica de Motociclismo; ao passo que a Fórmula 1, actual inquilina do circuito desde 1985 - sem contar os anos de 2003 e 2006 em que o Grande Prémio da Bélgica não se realizou -, levou mais quatro anos a chegar, no entanto ainda sem a designação de "Fórmula 1".

Em 1939 a pista recebeu uma curva artificial e única na sua classe: o Raidillon. Com um espectacular desnível que se negoceia a fundo, tornou-se o complemento ideal de outro dos símbolos do traçado belga: o célebre "S" de L'Eau Rouge, paradigma de todas as curvas rápidas.

Não podemos esquecer La Source, uma forquilha de má memória para os amantes da Fórmula 1, sendo que em 1998 entrou directamente para os anais da história do desporto quando durante a corrida se registou o maior acidente múltiplo jamais visto na modalidade.




A Segunda Guerra Mundial parou a vida do circuito durante sete longos anos. Entre 1950 e 1970, o calendário desportivo de Spa-Francorchamps manteve-se repleto de provas de prestígio. Porém, as velocidades extraordinárias que se atingiam no seu asfalto, aliado ao particular microclima que reina na região, favoreceram uma espiral crescente de críticas contra o circuito, o que conduziu à sua minuciosa e necessária remodelação.

Uma das primeiras consequências foi a eliminação de uma parte do traçado antigo - principalmente entre Les Combes e Blanchimont -, reduzindo os seus 14120 metros de extensão iniciais para os 6940 metros que apresentava antes da mais recente remodelação na zona da Bus Stop. Após as modificações profundas, as velocidades médias não foram afectadas e Spa continua a ser hoje em dia um dos circuitos mais rápidos.


Actualmente as 24 Horas de Spa e a Fórmula 1 constituem um dos seus melhores cartões de visita a nível do panorama internacional.


Spa-Francorchamps é juntamente com Monza, Nurburgring e Mónaco, um dos circuitos que mais história encerra no desporto mortorizado.

Michael Schumacher vai participar em prova de Karting no Brasil

O heptacampeão vai marcar presença no «Desafio das Estrelas», uma prova organizada por Felipe Massa.



Michael Schumacher deverá competir no «Desafio das Estrelas», uma prova de Karting organizada por Felipe Massa, a decorrer no Brasil, em Novembro.

«Neste evento, competem vários pilotos inclusive de Fórmula 1. Este ano até o Michael Schumacher virá para competir connosco, o que me deixou muito satisfeito. Organizar o Desafio das Estrelas está a ajudar-me a mudar o foco das coisas e a relaxar um pouco neste momento» - afirmou Massa.

O heptcampeão anunciou, recentemente, que não iria marcar presença nas provas restantes da actual temporada de Fórmula 1.

Correm rumores que o bi-campeão do Mundo de Fórmula 1, o espanhol da McLaren, Fernando Alonso, terá também ele sido convidado por Felipe Massa. Resta saber se tal convite tem como objectivo, Massa pedir umas tréguas ao espanhol Fernando Alonso depois do episódio que marcou o Grande Prémio da Europa em Nurburgring.

Spyker estreia versão «B» do seu carro na Turquia

A escuderia encara as melhorias feitas no seu monolugar como um investimento na próxima temporada.

Mike Gascoyne, responsável técnico da Spyker, revelou que a equipa vai estrear a especificação «B» do seu monolugar, no Grande Prémio da Turquia, a próxima prova da temporada, marcada para o dia 26 de Agosto.


Não obstante, Gascoyne avisou que as melhorias introduzidas não irão ser muito notórias em pista, dado que a diferença actual para com a Toro Rosso é maior do que o planeado.

«Com a nova aerodinâmica, deveremos melhorar aproximadamente três quartos de segundo. Mesmo sendo um passo grande, é apenas o primeiro de um processo. Continuaremos a progredir ao longo da temporada. Isso não significa que marcaremos pontos, mas que estamos a começar um processo que terá continuidade no próximo ano.» - afirmou Gascoyne.

A Spyker e a Toro Rosso são as duas únicas formações que ainda não pontuaram, na actual temporada de Fórmula 1, contudo e mesmo já com um ponto conquistado, a performance nesta temporada de 2007 da Honda anda bastante próxima de Toro Rosso e Spyker, visto que no passado Grande Prémio da Hungria, a Honda viu-se suplantada pela congénere Spyker.

domingo, 12 de agosto de 2007

O último fim-de-semana de corridas: Michael Schumacher

O Grande Prémio do Brasil de 2006 foi a décima oitava e última corrida da temporada de 2006. Foi marcada pela despedida do hepta-campeão Michael Schumacher da categoria, assim como pela conquista do segundo título mundial do espanhol Fernando Alonso e da sua equipa, a Renault.
O vencedor foi o brasileiro Felipe Massa, quebrando assim um jejum de 13 anos sem vitória de um piloto "da casa" no Grande Prémio do Brasil.
Marcou também a 90ª vitória de um brasileiro na Fórmula 1.

Aqui fica o vídeo da fantástica corrida de Michael Schumacher, que mesmo não tendo ganho o título conseguiu com uma exibição soberba, sair pela "porta grande"!: