terça-feira, 31 de julho de 2007

Circuitos: A1 RING

O "Anillo A1", tradução literal do nome oficial, é um dos circuitos mais modernos da Áustria e, ao mesmo tempo, o de maior tradição pois, apesar de ter sido praticamente construído do "zero" em 1996, herdou uma tradição que na sua localidade, Zeltweg, remonta à década de 1950.

Osterreichring é o nome original e mítico do A1 RING, o circuito da cidade de Zeltweg.

Nascido da paixão pelas competições automobilísticas de um grupo de entusiastas, o velho anel de Osterreich foi inaugurado em 1970 e caracterizava-se, tal como o A1 RING, pelo seu meio envolvente, situado nas encostas de uma montanha. No entanto, a sua outra característica principal, a rapidez, fez dele um traçado perigoso e obsoleto que obrigou à sua total reconversão e remodelação em meados da década de 1990.

Este facto deu origem ao A1 RING, como o conhecemos, muito mais seguro e cuja única história de Fórmula 1 se escreveu entre 1997 e 2003, tendo o Ring protagonizado atitudes vergonhosas para o desporto como a de 2002, quando Barrichello deixou passar sobre a meta Michael Schumacher!

O traçado foi concebido quase exclusivamente para a Fórmula 1, fruto da notável paixão dos austríacos pelo automobilismo e, a prova disso mesmo reside no nome colocado a algumas curvas do circuito, nestas surgem nomes como Joachen Rindt e Niki Lauda.

O traçado tem uma extensão de cerca de 4319 metros, com sete curvas para a direita e três curvas para a esquerda.

Apesar da remodelação levada a cabo por Hermann Tilke, a beleza do A1 RING continuou a ser inigualável tal como a sua rapidez, embora tenha seja na segurança e nos equipamentos que o "anel" austríaco mais se destaca.

O seu nome actual - A1 RING - resulta de um acordo comercial, pois o enorme investimento necessário para se proceder à sua remodelação, levada a cabo pelo grupo empresarial que controla as instalações, foi fornecido pela companhia de telefone austríaca, que decidiu baptizá-lo com o seu nome, A1.

DAKAR - Os Primeiros Anos

No dia a seguir ao Natal de 1979, 170 participantes, dos quais 90 em mota, reuniram-se no parque fechado junto à Torre Eiffel. Eram todos adeptos, que provavelmente sem o saberem iriam entrar para uma das lendas do desporto motorizado!

A maior parte das "máquinas" da primeira edição eram monocilíndicas com motores a quatro tempos - Honda 250 XLS e Yamaha XT - de preferência.Estas motas deveriam possuir três características importantes: baixo consumo, possibilidade de se adaptarem a qualquer tipo de terreno e fiabilidade a toda a prova.



Contudo a ignorância de alguns dos primeiros participantes só se podia comparar à sua ousadia. Qualquer veículo servia para participar


Houve uma classificação conjunta de motas e carros ganha por Cyril Neveu, com a Yamaha.
No ano seguinte, Neveu voltou a ganhar, mas o mais estranho foi a participação de quatro scooters Vespa. É evidente que o seu destino já estava escrito à partida.


Hubert Auriol, foi visto num troço de ligação montado na sua mota, mas...em cima da carrinha de um nativo da zona! Foi desclassificado quando acabava de ganhar três etapas e liderava em motas. Auriol que viria a ganhar o seu primeiro Dakar em 1981, pela BMW.


Naqueles primeiros anos, os participantes só podiam contar consigo e valia tudo. A ajuda entre uns e outros era vital, mas também se podia recorrer à batota.Os concorrentes não hesitavam em dar boleia a um indígena para que este lhes indicasse o caminho e depois recompensavam-no (indígena) bem para poder regressar a casa.

Hubert Auriol partiu a sua mota na segunda edição e optou por a transportar num dos "camiões-taxi" da zona de Ouagadougou em vez de esperar pela assistência de Jean-Claude Olivier, importador francês da Yamaha, e os companheiros de equipa ficaram sem combustivel perto de um campo de extracção de petróleo entre Arlit e Agadez. Aí encontraram três japoneses devidamente equipados para jogar futebol, pois estávamos perante o dia nacional do país nipónico, no entanto estes disseram-lhe que não tinham a chave do depósito de combustível.Olivier explicou-lhes então que representavam uma equipa nipónica, e que se não os ajudassem, apresentariam um protesto na embaixada japonesa em Paris. A ameaça surtiu efeito!



Nos primeiros anos do Paris-Dakar, o mito corria de "boca em boca". Chegar ao Senegal era a maior aventura.

Thierry Sabine, o seu criador, acreditou sempre que o êxito também dependia dos meios de comunicação. Na primeira edição a rádio RTL fez a cobertura do Rally.

Nas primeiras edições não havia apoio aéreo. Apenas "carrinhas-oficina".



Chegar ao Lago Rosa:

Chegar ao Lago Retba, mais conhecido por Lago Rosa, era e é o sonho de qualquer dos participantes em cada edição desta mítica aventura. Este foi o ponto de chegada de todas as edições que terminaram na capital Senegalesa.

Trata-se de um lago profundo, que deve a sua cor à grande concentração de minerais e à presença de micro organismos.

A grande concentração permite que se flutue mais do que nos outros locas.Este mineral também é uma fonte de receitas para as comunidades que vivem nas margens do Lago.

Actualmente, é objecto de um programa da UNESCO com vista a sua preservação.





A Lenda Negra:

Uma lenda das mais tristes que podemos encontrar!A Lenda Negra do Paris-Dakar começou logo na primeira edição:

Patrick Dodin ainda ia a apertar o capacete enquanto se dirigia para a partida da etapa Agadez-Tohua, mas caiu e sofreu uma fractura no crânio que foi fatal.

A assistência médica limitava-se a alguns Peugeot 504, de duas rodas motrizes.

Actualmente existem veículos terrestres de todo o tipo, um hospital de campanha, vários helicópteros, aviões ligeiros e aviões transcontinentais para repatriar os feridos.




segunda-feira, 30 de julho de 2007

FIA diz que a decisão do "Stepneygate" foi unânime!


A FIA foi obrigada a confirmar que a decisão do Conselho Mundial no caso "Stepneygate", ao não punir a McLaren, foi unânime.



O esclarecimento veio depois de Luigi Macaluso, presidente da FIA-CIK (federação italiana), ter afirmado que fora o único membro do Conselho Mundial a opor-se à decisão de não punir a McLaren.



"Confirmamos que a decisão do Conselho Mundial foi unânime. Os comentários do sr. Macaluso ou foram retirados do contexto ou não foram claramente expressos na confusão que ocorreu após a audiência", disse um porta-voz da FIA.

Macaluso é amigo do filho de Enzo Ferrari, Piero, e do presidente do grupo FIAT, Luca di Montezemolo, desde os anos 60, e é fã assumido da "Scuderia".

Após trabalhar na Swatch, nos anos 70, Macaluso constituiu a sua própria empresa de relógios em 1982, e assumiu mais tarde o controlo da Girard-Perregaux.

Terá usado os contactos na Ferrari para negociar um acordo de utilização do logo da "Scuderia" nos relógios a partir de 1994. Desde essa altura, a Girard-Perregaux desenvolveu uma linha completa de relógios da Ferrari.


Já somos 1000

1000 VISITAS


O "Mundo aos Rolamentos" atingiu uma marca que me orgulha bastante em 3 semanas de funcionamento.


Aqui deixo o meu muito obrigado a todos os que reconhecem este blog como um ponto de passagem.


O "rolamentos" é feito para vocês e vocês são a alma que ajuda a construir o "Rolamentos" dia após dia!


Mais uma vez,

OBRIGADO POR TUDO E CONTINUEM COM O "MUNDO AOS ROLAMENTOS", SEMPRE A COMENTAR E A DISFRUTAR BONS MOMENTOS!

A Telemetria

A informática e tecnologia entraram em força no Mundo do desporto motorizado, a tal ponto que hoje é praticamente impossível afinar uma "máquina" de alta competição sem ela (tecnologia). Dados e mais dados tornaram-se imprescindiveis para extrair todo o potencial de carros e motas de competição.


Não existe a mínima dúvida que a telemetria é um dos meios ais espectaculares e aliciantes de aliar a informática/tecnologia à competição.
Podemos dizer que a telemetria é uma técnica que permite medir e armazenar, mediante diferentes dispositivos electrónicos, uma enorme quantidade de dados acerca do comportamento da "máquina" (carro, mota...) durante corridas e treinos.
Actualmente, a telemetria, é certamente uma das ferramentas mais valiosas das equipas de alta competição, funciona como instrumento que lhes permite acelerar uma afinação - ou seja, perder menos tempo a afinar a "maquina" - e corrigir prontamente qualquer tipo de problema.
Como tantas outras soluções "informáticas", a telemetria surgiu na Fórmula 1 e foi aplicada há cerca de uma década no Mundo do Motociclismo, tendo-se tornado em pouco tempo um dispositivo indispensável no Mundo da Velocidade.
De um modo geral foi adoptada por equipas de velocidade, mas em casos excepcionais também foi aplicada a modalidades como o cross e o trial.
O funcionamento da telemetria assenta essencialmente na recolha e no processamento de dados que são fornecidos por diversos sensores, colocados estrategicamente em pontos-chave do carro, mota...
Os sistemas telemétricos podem ser utilizados para corrigir falhas ou vícios de pilotagem. Também permitem medir a temperatura dos pneus, a pressão do óleo, os cilindros, a temperatura do motor, as rotações desse mesmo…mediante do local onde foi colocado o já referido sensor.
Todos esses sensores enviam os seus dados a um “porto” localizado na “máquina”. A partir desse “porto”, a informação é transferida para um computador onde é depois examinada. Nesse exame é possível visualizar as voltas com os dados de todos os sensores e a partir daí escolher os gráficos que mais interessam ou simplesmente escolher a parte do traçado/sector do traçado e analisar o comportamento global da “máquina” nesse ponto concreto do circuito.
A “CHIBATA”:
Outra das utilidades da telemetria é o controlo de pilotagem. Se o piloto muda de velocidade no momento adequado ou às rotações ideais, se trava tarde ou demasiado cedo, e mesmo se segue a linha de trajectória ideal. Todos estes dados permitem que o piloto aperfeiçoe o seu estilo de condução ou se adapte melhor aos diferentes traçados em que vai disputar uma determinada prova.
Tenhamos em conta que a telemetria põe a descoberto erros que jamais detectaríamos à vista desarmada. Também se descobre a partir desta as razões de determinadas falhas mecânicas, de maneira a evitar que estas se repitam.
Resumindo:
Não escapa nada às equipas desde o dia em que a telemetria entrou pelas suas vidas!

A Verdadeira razão para o Kimi não ter vencido o GP da Europa

Para além de não ter vencido depois de ter alcançado a "pole-position", Raikkonen não finalizou a corrida! Aqui está a verdadeira razão para o finlandês ter voltado ao jejum de vitórias!
A Rotina de Raikkonen:
Sábado à tarde (treinos cronometrados):

Sábado à noite:

Domingo à tarde (corrida):

domingo, 29 de julho de 2007

Fora d´Horas: Alberto Contador campeão em Paris



Chegou hoje ao fim, a edição mais problemática desta mitica prova do ciclismo internacional.


Depois da tempestade de 2006 e 2007 resta esperar para ver se a juventude de Contador dá a conhecer a bonança ao Tour já em 2008



Alberto Contador (Discovery Channel) confirmou o que já se esperava e venceu a prova, juntando também o título de prémio da juventude.



Na última etapa, que ligou Marcoussis a Paris numa extensão total de 146 quilómetros, Daniele Bennati (Lampre) venceu ao sprint.





Sérgio Paulinho (Discovery Channel), que ficou na 107.ª posição na tirada, a 15 segundos de Bennati, também vai subir ao pódio, já que os norte-americanos venceram a classificação por equipas.



A distância entre Contador e o terceiro classificado, Levi Leipheimer (Discovery Channel), é a mais pequena de sempre. A anterior era de 2'02'' entre Aimar e Poulidor.



Tom Boonen venceu a classificação por pontos, enquanto que o colombiano Juan Mauricio Soler Hernández venceu a camisola da montanha, camisola com história no seio gaulês depois do francês Richard Virenque ter ganho esta camisola (a das bolinhas - polkadot jersey) por 7 vezes.





Alberto Contador, com 24 anos, é o sétimo vencedor mais novo desde 1947.







Classificação geral:



1. Alberto Contador (Espanha/Discovery Channel ), 91.00,26 h



2. Cadel Evans (Austrália/Predictor - Lotto), a 23 s



3. Levi Leipheimer (EUA/Discovery Channel), a 31 s



4. Carlos Sastre (Espanha/Team CSC), a 7.08 minutos



5. Haimar Zubeldia (ESpanha/Euskaltel), a 8.17 m



6. Alejandro Valverde (Espanha/Caisse d'Epargne), a 11.37 m



7. Kim Kirchen (Luxemburgo/T-Mobile), a 12.18 m



8. Yaroslav Popovych (Ucrânia/Discovery Channel), a 12.25 m



9. Mikel Astarloza (Espanha/Euskaltel), a 14.14 m



10. Oscar Pereiro (Espanha/Caisse d'Epargne), a 14.25 m65.Sergio Paulinho (Portugal/Discovery Channel), a 2.23,31 m

Tiago Monteiro alcança 2º e 6º lugares na Suécia



Tiago Monteiro, da Seat Racing Team, terminou hoje no segundo e sexto lugares as duas corridas da sétima prova do Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCC), disputadas no circuito sueco de Anderstorp.


Após ter alcançado a "pole position" nas qualificações ontem, o piloto português do Seat Leon TDI foi ultrapassado no início da primeira corrida pelo britânico Robert Huff (Chevrolet Lacetti).



Com o piso escorregadio devido aos aguaceiros, Monteiro terminou a primeira corrida a 0,792 segundos de Huff.



"Consegui impor um ritmo rápido e terminei a corrida colado ao primeiro. Julgo que, com mais duas ou três curvas, poderia ter oferecido à minha equipa uma vitória merecida", afirmou Tiago Monteiro.



Monteiro acabou na sexta posição, a 6,796 segundos do vencedor.



Satisfeito com os resultados conseguidos por Tiago Monteiro em Anderstorp, o director-geral da equipa espanhola Seat, Jaime Puig, confessou que "os pontos alcançados por Tiago nas duas corridas e a primeira 'pole position' conquistada no sábado são muito importantes para a luta para o resto do campeonato".



Após a prova de hoje, o piloto português ascendeu ao 10.º lugar, com um total de 28 pontos, enquanto nas marcas, a BMW lidera com 177 pontos, à frente da Seat (147) e da Chevrolet (143).



As próximas corridas da oitava ronda do troféu do Mundial de carros de turismo realizam-se no circuito alemão de Oschersleben, a 25 e 26 de Agosto.


Na segunda corrida, os Chevrolet Lacetti chamaram a si os três primeiros lugares da prova, com o piloto local Rydell em primeiro, à frente do italiano Larini e do suíço Menu.

Karthikeyan «amuado» com decisão da Spyker


O manager do indiano acusou a escuderia holandesa de ter escolhido Yamamoto por questões financeiras.

Mark Perkins, manager de Narain Karthikeyan, atacou escolha da Spyker após esta equipa ter preterido o piloto indiano.O piloto de testes da Williams, era um dos favoritos para ocupar o lugar deixado em aberto pela saída de Christijan Albers.

O seu colega Christian Klien chegou também a testar pela Spyker.

No entanto, apesar do indiano de 30 anos prometer levar patrocinadores para a equipa holandesa, não conseguiu competir com a proposta de Yamamoto, estimada em 22 milhões de dólares.

“A Spyker decidiu-se por um piloto que trazia dinheiro em vez de habilidade”, acusou Perkins. O manager explicou ainda que as negociações não avançaram até à discussão de aspectos financeiros, “mas obviamente a equipa decidiu que a oferta de Yamamoto era demasiado significativa para ser ignorada”.

Por agora, Sakon Yamamoto, será o novo "Albers" da Spyker!

Para finalizar, aqui fica um dos momentos de Karthikeyan na Fórmula 1, quando este tripulava um Jordan-Toyota em 2005, no Grande Prémio da Bélgica em Spa-Francorschamps!



Sondagem no "Mundo aos Rolamentos" - Resultados

Após o Grande Prémio da Europa do passado fim-de-semana em Nurburgring, que acabou por coroar o espanhol bi-campeão do Mundo da McLaren, Fernando Alonso, deu-se por terminada a sondagem em que 20 visitantes deste blog participaram!


Sendo assim, o resultado final foi o seguinte:


Finalizada que está esta sondagem, os visitantes do "Mundo aos Rolamentos" podem começar já a votar para a sondagem que diz respeito ao vencedor do Grande Prémio da Hungria!